A General Motors comunicou nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (08/03), que pretende manter em funcionamento 661 concessionárias que seriam descredenciadas naquele país. A decisão surgiu depois da revisão caso a caso de mais de 1,1 mil solicitações de reintegração de concessionárias à rede norte-americana da marca.
Em meados de 2009, a GM havia anunciado o fechamento de mais de 1,1 mil concessionárias nos EUA como parte de seu plano de reestruturação. A medida afetava em maior parte as revendas instaladas em comunidade rurais e provocou uma forte reação nessas regiões e entre os políticos em geral.
Em seu comunicado desta segunda-feira (08/03), no entanto, a montadora informou que além de revistar “de forma cuidadosa aproximadamente 1,1 mil pedidos de reintegração à rede”, já enviou mais de 600 cartas de intenções aos distribuidores.
“Esta ação permitirá que os concessionários conduzam as operações normalmente, desde que sigam as determinações da carta de intenções”, relatou a montadora.
O presidente da GM nos Estados Unidos, Mark Reuss, declarou que “estamos ansiosos para restaurar as relações com os nossos concessionários e voltar a fazer o que fazemos melhor: vender automóveis e atender os clientes”.
A decisão foi comemorada pela N.A.D.A., a entidade representativa dos 17 mil distribuidores de automóveis dos EUA (similar à Fenabrave, no Brasil). “O anúncio da General Motors de que quer reintegrar 661 distribuidores representa um passo adiante para melhorar suas relações com os concessionários”, afirmou Ed Tonkin, presidente da N.A.D.A., em comunicado distribuído à imprensa.